domingo, 10 de janeiro de 2021

AS REDES SOCIAIS COMO MEIO DE DESAGREGAÇÃO SOCIAL E CRIMES.


Em 1998 eu vi um palestrante dizer na TV que a Internet estava revolucionando o Mundo e que muita coisa boa e ruim ela estava trazendo para a nossa sociedade.
Nessa mesma época, alguém até lançou um livro com o título de "Os Demônios estão na Internet".
Nesse tempo,pelo menos aqui no Brasil, é que realmente estava começando a implantação da Internet e todas as suas nuances. O Celular estava chegando com força total e as pessoas começavam a se utilizar das tais Redes Sociais. O Orkut foi um dos primeiros. E foi também o primeiro a acabar.
Depois surgiram outros, como o Facebook, Instagram, Twitter WhatsApp e outros. Agora tudo é pelas Redes Sociais e pelos "aplicativos".
Obviamente que todas estas inovações tecnológicas vieram para melhorar a nossa vida em sociedade. Os E-mails então, são uma das melhores inovações desse mundo atual. É o sucessor bem mais aprimorado do Fax e do Telex, que tínhamos nos anos 70 a 90 do Século passado.
Porém, a utilização errada dessas Redes Sociais está causando grandes problemas para a nossa sociedade. Principalmente para os mais jovens.
Quem já não ouviu falar que uma jovem foi ao encontro de uma pessoa(homem ou mulher) que conheceu pelo WhatsApp ou pelo Facebook e sumiu? Ou que foi morta por um estranho em que ela confiou ou pensou ser gente boa e que conheceu pelo Facebook ou outra Rede Social ?
Existe toda uma competição pelo Instagram e na "fogueira das vaidades" que são estes perfis do Facebook. Aliás, este é um "Tribunal" virtual onde todos julgam todo mundo. Isso sem falar nos radicais e pessoal agressivo, de direita e esquerda, que publicam notícias Fakes e mensagem pagas, todos os dias. Muitos trabalham para políticos.
Se você quiser passar raiva ou causar inveja, poste muita coisa falando bem de você, ou dos bens que possui. Você será massacrado . Isso é o que mais acontece nesta  nossa sociedade consumista e cheia de egoísmo. "A inveja mata", já disseram. Nas redes sociais mata mesmo. Tem gente que até se suicida, pois se compara com outras pessoas e vê  que não é nada, que não tem nada e não suporta isso.

-Vivemos no mundo do "ter" e não do "ser". A Sociedade nada nos dá, mas no cobra muito, todos os dias.
Dias atrás, uma menina de 15 anos (adolescente) matou uma "amiga" de 14 anos de idade, porque esta falava mal dela nas Redes Sociais. E matou com requintes de crueldade, com muitas facadas. E ainda voltou onde tinha deixado a menor morta por ela e ateou fogo ao corpo. Tem maldade maior do que essa ?
Num outro caso, uma menor de 13 anos foi ao encontro de um "namoradinho" virtual que "arrumou" pelo Facebook. Ele tinha 18 anos e era viciado em drogas. Quis estuprar ela. Ela se defendeu como pôde, mas ele a agrediu e a estrangulou. E ela foi deixada na praça, morta e nua como veio ao mundo. Era estudante e tinha família e casa para morar. Não era uma menor de rua, dessas que vivem de qualquer jeito por aí. Mas tudo começou pelo celular.
E são muitos os casos parecidos, em várias cidades do Brasil.
-Como pode tanta maldade  de um ser dito humano?
E quantas mulheres, com bem mais idade, já não foram enganadas e extorquidas pelas Redes Sociais? 
Noticiou-se aqui em Goiás, onde moro, que uma delas perdeu R$ 300.000,00(Trezentos Mil Reais). O malandro bem falante e safado dizia que iria namorar com ela, dar lucros em futuros negócios. E ela "dançou". Era uma senhora de mais de 50 anos, de boa formação e boa renda mensal. Ela deu entrevistas na TV daqui contando essa história que ocorreu com ela. Mas já teve muitos casos parecidos. Teve um em que a mulher se fazia passar por homem e enganou muitas mulheres.
Da mesma forma que tem muitas boas informações e bons ensinamentos nas Redes Sociais e na Internet, há também todo tipo de armadilha ,tudo para enganar e prejudicar as pessoas menos esclarecidas. O Celular também é uma faca de dois gumes.
Há até os "hackers" que sacam seu dinheiro, de sua conta no banco, via internet. 
Há vendedores de drogas, de armas e até de dinheiro falso, tudo pelas Redes Sociais. Fora os sites pornográficos, claro.
E parece que a Lei não alcança esse povo, pois eles estão sempre se multiplicando. Quando muito, são presos por estelionato, mas logo são soltos, nas tais "Audiências de Custódia". 
Nossas Leis são fracas. E os Juízes só aplicam as Leis. Eles não fazem leis. Estas são feitas pelos Políticos.
Não podemos esquecer dos "Sites" falsos, que vendem mercadorias e que não entregam. Tem ainda as propagandas enganosas.  E o pior de tudo: Sites que enviam boletos falsos, de contas que você tem de pagar. E fazem tais boletos idênticos aos originais.
É um mundo muito perigoso e de muita mentira e enganação, este das Redes Sociais e da Internet em geral. É preciso ficar atento e ter muito cuidado para não cair em golpes.
E estão se repetindo os casos em que, por ciúme, as pessoas estão matando umas às outras, porque viram seus (suas) companheiros (as) se comunicando com  outras pessoas, ou apenas curtindo fotos de amigos(as) ou conhecidos(as) no telefone celular. Este sim é muito útil, mas, ao mesmo tempo, também muito perigoso. 
Além de tomar muito tempo das pessoas, muitas brigas familiares e de casais estão surgindo por causa do WhatsApp e de publicações no Facebook e no Instagram.
Até divórcios já aconteceram, após descobertas de traição do(a)companheiro(a),confirmadas pelas imagens e mensagens dos telefones. Estas sim, já causaram muitas desavenças entre casais e namorados. Brigas familiares ocorrem todos os dias, por causa de fofocas pelas redes sociais.

-Muitas mortes aconteceram a partir disso também.
O Celular é, sem dúvida, um meio de comunicação importante. Serve até para os negócios Útil, mas ao mesmo tempo, muito perigoso. 
E as Redes Sociais e a Internet, se não forem bem utilizadas, tem causado Desagregação Social e Crimes.
E isso, a imprensa falada escrita e televisada, está nos mostrando todos os dias.
-Salve-se quem puder !
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A.G. Reedição : 10 de janeiro de 2021.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

O "PAPAI NOEL" LADRÃO !


​Era 23 de dezembro de 2014, noite fria e chuvosa nos arredores de Goiânia, GO, e o Sr. José, o catador de papéis, empurrava tristemente seu carrinho pelas ruas, já cansado e desanimado, pois naquele dia não conseguira juntar muitas caixas e papelões como de costume. Além disso, estava chovendo há algum tempo e os papéis e caixas que os comerciantes haviam jogado fora estavam se estragando, ou estavam sendo carregados pela correnteza das águas da chuva.
Normalmente ele pegava muitas destas caixas e papelões de embalagens, e era com a venda deles no quilo, que comprava os mantimentos para sua casa. Em outras palavras, a venda destes papeis velhos em um determinado comprador, era o seu ganha-pão. Era esse o seu trabalho e com ele sustentava a mulher Maria e os três filhos menores. 
E naquela noitinha, antevéspera do Natal, em que ele já estava voltando para casa todo molhado, resolveu entrar num boteco para tomar umas "pingas”, pois ninguém é de ferro! Tomou uns dois goles de cachaça e voltou ao seu carrinho com papéis velhos, retomando o caminho de sua casa. E apesar da chuva fina intermitente, o "clima" era de Natal, com luzes coloridas pelas casas, nos postes, nos prédios.
De repente, ele parou em frente a um Supermercado, destes maiores que, praticamente, são detentores do comércio dos bairros onde se situam. Ele parou, e ficou vendo toda aquela fartura, com tantas coisas gostosa à venda. Pessoas entrando e saindo com seus carrinhos de compras cheios, colocando nos porta-malas dos carros. Crianças contentes com vários brinquedos na mão.
Vê tudo isso só lhe fazia sofrer ainda mais, tal a sua pobreza e a sua condição humana diante de tudo.
E naquele dia específico ele só tinha no bolso alguns trocados, que lhe permitiria comprar o café e o leite que sua cara-metade havia lhe pedido para comprar assim que saíra de casa. Mas, gastara o dinheiro com as cachaças que tomou. 
E assim, meio "grogue" pelas pingas que tomara, sentou-se na calçada deste supermercado, e diante de uma TV grande que estava na porta, começou a prestar atenção nos noticiários das 19:30 horas. Eram só notícias sobre corrupção, falcatruas de políticos, de empresários, crimes e outras coisas que viraram rotinas em nosso Pais.A roubalheira é antiga por aqui. Porém, o José, o catador de papéis, nada podia fazer. Afinal de contas ele era apenas um homem pobre, quase um pedinte.
Ele agora estava a imaginar como iria conseguir comprar os persentes que seus três filhos lhe pediram. 
-Como iria fazer? 
E ficou por um tempo, vendo a TV e pensando na vida. Mas, levantou-se e voltou ao seu caminho para casa. Estava pensando na bronca que iria levar da Maria, por não ter trazido o leite e o café. Chegou em casa e caiu em cima do colchão velho que estava à sua espera. Nem deu ouvidos às reclamações da “patroa”. Se entregou ao sono, apagou!
E ele dormiu até ás 10:00 hora da manhã seguinte, que era 24 de dezembro, véspera de Natal. Acordou e se deparou com a realidade nua e crua de sua vida, sem dinheiro para comida e para comprar os presentes da patroa e dos "meninos". A Maria queria, pelo menos, comer um frango assado; o filho Thiago queria uma bola e uma chuteira; o João Paulo, uma bicicleta, e a menina chamada Betânia queria roupas novas, pois, com 12 anos ela já tinha "enjoado" de bonecas. 
-E agora José?
Ele ficou todo aquele dia a pensar e "matutar" sobre sua vida, sua condição social. Depois de comer arroz com ovo no almoço sentou numa cadeira velha na porta do barraco e ficou ouvindo um rádio de pilha velho. Notícias de esporte, de roubos, de crimes, estas coisas. E os meninos brincando no terreiro e sempre lhe perguntando sobre os presentes, se o "Papai Noel" iria lhe dar estas coisas. Papai Noel aqui significaria presentes. E esse pobre José, que deveria ser o “Papai Noel” deles, não tinha condição de comprá-los neste dia.
Árvore de Natal, frango para a ceia até aquela hora nada. E veio a noite, com o José ainda calado, pensativo. A Maria tinha ido na casa de alguma conhecida vê se ganhava alguma coisa.
De repente, lá pelas 8:00 da noite, teve uma ideia. Iria sair dali e iria conseguir umas coisas de comer e uns brinquedos para seus filhos. Iria pedir, claro. E pensava:
-Quem iria lhe negar, já que a solidariedade das pessoas é maior nesta época do ano?
E saiu pela noite, com um saco de algodão cru vazio em uma das mãos.
Na primeira casa que pensou em pedir, tocou a campainha e nada. Era uma destas casas de muros altos, cerca elétrica e alarme. Ninguém atendeu. Andou mais, bateu palmas no portão e nada.
E assim andou por muito tempo pelas ruas daquele bairro chique até se deparar com uma casa onde o portão da garagem estava aberto e essa garagem dava para a sala da casa. Chamou, bateu palmas, mas ninguém atendeu. Havia um barulho vindo de festa, música e conversa vindo no fundo da grande casa, cujo terreno era maior ainda. E ele entrou na sala daquela casa onde encontrou vinho, bolas, bonecas e até uma bicicleta. 
-Seria o Milagre de Natal que tantos falam? 
Tinha até uma roupa vermelha de Papai Noel. Só que todas aquelas coisas eram de outras pessoas. E na hora ele não pensou isto. Pegou tudo pôs no saco que tinha levado de casa e saiu sorrateiramente. Antes, porém, vestiu a roupa de Papai Noel e começou a pensar que ele tinha conseguido seu objetivo, presentear os filhos, pelo menos...
Porém, alguém viu ele saindo dali e chamou a Polícia. Deu zebra, como dizem! José foi preso em flagrante com aqueles pertences. Foi parar no Distrito Policial. 
E assim, em pouco tempo, o José, de um simples catador de papel pobre que nem Jó, estava agora sendo “gozado” no Distrito, pelos Policiais, sendo chamado de “Papai Noel Ladrão”. E o pior de tudo é que, como foi preso em flagrante, só seria liberado se pagasse uma fiança de, pelo menos, um salário mínimo.
E ele dormiu na cadeia naquela noite de Natal. 
E só no dia seguinte um agente foi até o seu barraco avisar à Maria, sua cara metade. Esta, foi se socorrer com uma senhora bondosa para qual ela arrumava a casa e passava umas roupas em dias alternados da semana. Esta senhora, D. Adelaide, foi o “anjo da guarda” da família. Pagou a fiança do José, levou todos para a casa dela para passarem o Natal e ainda deu roupas para todos e brinquedos para as crianças do catador de papel. 
E mais, passado o Natal e Ano Novo, conseguiu vagas numa Escola Municipal para os filhos do José, e um emprego na chácara de seu filho, para que o José fosse morar e tomar conta da mesma. 
-Ou seja, depois da tempestade, veio a bonança (*).
E de uma forma bem indireta e impensável, esse foi o "Milagre do Natal" para ele e sua família!

A.L.G -Reedição: 21/12/2020
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(*) Conto original de Antônio Luiz Gomes. 
Parte integrante de meu livro “As Vítimas da Sociedade”, publicado em 1ª Edição pelo Clube de Autores (www.clubedeautores.com.br)  e em 2ª Edição pela Amazon.com ,em janeiro de 2019

sábado, 19 de dezembro de 2020

O Vício dos Celulares no Mundo dos Cachorros (Crônica)

Nos últimos 20 anos a humanidade piorou muito. Principalmente nos relacionamentos entre as pessoas. Neste ano de 2020 ainda mais, pois chegamos ao "fundo do poço" com essa pandemia da Covid-19, que obrigou várias pessoas a trabalharem em casa ,no tal "trabalho remoto". Com isso se misturou a vida familiar com a vida profissional de cada um. Tumultuou tanto a nossa vida e nossos relacionamentos, que aumentou até numero dos divórcios. 

Já vivemos há algum tempo uma vida de difíceis relacionamentos entre as pessoas. Com o celular sendo usado 24 horas por dia, ninguém tem mais tempo de conversar olhando "olho no olho" como faziam, os antigamente.  As pessoas estão ficando alienadas.

Então agora ,nos últimos 9 meses, passamos a conviver com o trabalho e com a família no mesmo lugar, que é nossa casa. Na casa temos a mulher ,os filhos, a sogra, os papagaios e os cachorros. AH! os cachorros ! Estes invadiram as casas nos últimos 20 anos. Todo mundo agora quer ter um cachorro ou mais de um em casa. E nos apartamentos então? Como conciliar tudo?

Eu não tenho. Não aguento e não concordo com criar cachorros em meu apartamento. Nem gatos eu suporto, além do que nem temos "redinhas" nas janelas. Cm isso eles poderiam pular e morrer na queda. A não ser que ficassem com o um "paraquedas pet" (existe isso?)  Eu moro no 12º andar.

Deixando a Covid-19 por um tempo e entrando nesse Mundo dos Cachorros, isso está virando uma pandemia também. Excesso de cachorrinhos e cachorrões nos prédio. V. vai descer no elevador e já se depara com gente de todos os sexos adultos e crianças, puxando seus cachorros ou levando-os no braço. . Levam para passear. Levam para eles irem cagar nos jardins do prédio. Isso acontece todos os dias no prédio aqui onde moro.

-Pode isso Arnaldo?

Eu, que sou cadeirante atualmente(nem sempre fui assim) ninguém me leva para passear. 

Eu até que gostaria de ter um cachorro, ou até mais de um. Mas só se eu morasse numa chácara ou numa casa muito grande. Mas num apartamento, como muita gente tem? De jeito nenhum.

Então, para encurtar esse minha crônica ácida, não estou gostando nada dessa vida e desse mundo em que as relações humanas pioraram por causa do celular e com essa mania de se criar cachorros em apartamentos. Sou do tempo e do tipo de pessoas que gostam de conversar e de merecer atenção de quem converso. Está difícil conviver com as pessoas, mesmo da nossa família, que não têm mais tempo para dar atenção para gente. 

E o pior de tudo é que esta geração nascida do ano 2000 para cá está dando muito mais valor aos bichos do que às pessoas. Além do egoísmo dos jovens, que aumentou muito. Do jeito que está, não pode ficar. Tem de haver uma mudança nos relacionamentos e nas convivências das pessoas..

Esse vício do celular está tão grande que até nos filmes já estamos vendo cenas de personagens reclamando. Dia destes vi um filme em que o pai toma e joga o celular da filha na piscina, pois ela não dava atenção ao que ele falava para ela. E num outro filme o namorado, na mesa de um restaurante, enquanto falava com a namorada, fica nervoso e pede para ela olhar para ele e que desligasse o celular por um instante. Senão ele iria embora e deixaria ela só lá no Restaurante onde estavam. 

Virou uma pandemia a Covid-19,obviamente. E um vício o excesso de uso dos celulares. E virou uma mania a criação de cachorros em casas e apartamentos. Enquanto isso, estamos no fundo do poço mesmo na vida diária, nos relacionamentos e ,com toda essa vida malvada em que vivemos em pleno ano de 2020. Assim eu não aguento ! 

E do jeito que está ,não pode ficar, repito. 

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Texto Original : Antonio L. Gomes.

19 de dezembro de 2020.